Com menos de 100 dias para o início da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), o Governo do Pará está acelerando obras e políticas públicas que visam transformar a Região Metropolitana de Belém. A conferência será realizada de 10 a 21 de novembro de 2025, e, pela primeira vez no Brasil, reunirá líderes de 196 países em um estado da Amazônia.
O evento é considerado um marco na história da região, consolidando mais de 30 intervenções em áreas como turismo, saneamento, mobilidade urbana e qualificação profissional. Juntas, essas iniciativas já geraram mais de 5 mil empregos, diretos e indiretos, garantindo um legado social, ambiental e econômico para a capital paraense e toda a Amazônia.
“Belém vai mostrar ao mundo que é possível conciliar desenvolvimento com a floresta viva. A COP30 é resultado de um processo que envolve planejamento, responsabilidade e ação. Estamos prontos para liderar o debate climático global com soluções concretas e transformações reais para os paraenses”, afirma o governador Helder Barbalho.
Obras Mudam a Vida nos Bairros
O maior legado da COP30 está nos investimentos sociais e urbanos. O Governo do Pará destinou mais de R$ 1 bilhão para obras de macrodrenagem e saneamento, que beneficiam diretamente mais de 500 mil pessoas com esgotamento sanitário, controle de alagamentos e valorização urbana. As intervenções chegam a 13 canais de bacias como Tucunduba, Una, Murutucu e Tamandaré, sendo 11 localizados em áreas periféricas.
Canais como Timbó, Cipriano Santos, Vileta, Leal Moreira e a primeira etapa da Gentil já foram entregues. Outras frentes de trabalho avançam para a conclusão de canais como Nova Doca (92%), Nova Tamandaré (87%), Gentil (98%) e Marambaia (85%).
Outro destaque é a implantação do sistema de esgotamento sanitário no Ver-o-Peso, o maior complexo de feira a céu aberto da América Latina. Com mais de 90% das obras concluídas, o projeto prevê mais de quatro quilômetros de rede para a coleta e o tratamento de esgoto de imóveis e comércios da região. A iniciativa representa um salto na qualidade de vida de quem mora e trabalha no principal cartão-postal de Belém.
“A COP30 não é apenas um evento. É o marco de transformação sólida que já chegou às ruas, aos bairros e à vida das pessoas. Estamos entregando um legado de infraestrutura, cultura, inclusão e sustentabilidade. São resultados visíveis, que ficarão para a população, muito além dos 12 dias de conferência”, destaca a vice-governadora do Pará e presidente do Comitê Estadual da COP30, Hana Ghassan.
No Porto Futuro II, a restauração de galpões históricos atingiu 93% de conclusão. Em breve, o antigo porto industrial de Belém abrigará o Museu das Amazônias, o Parque de Bioeconomia e Inovação e a Caixa Cultural.

Mobilidade Urbana Sustentável
As obras de mobilidade avançam com foco em eficiência e sustentabilidade. O BRT Metropolitano, que moderniza a BR-316 até Marituba, já atingiu 85% de execução. O sistema contará com ônibus a diesel Euro 6, que emite 15 vezes menos carbono, e veículos elétricos.
Outras obras importantes incluem a ampliação da Rua da Marinha, a construção da segunda ponte de acesso a Outeiro, e a reestruturação de oito vias, como as avenidas Duque de Caxias e Visconde de Souza Franco. Três viadutos já foram entregues, e o Viaduto Mário Covas com Independência está com 80% das obras executadas.
Parque da Cidade: Coração da COP30
Construído no local de um antigo aeroporto, o Parque da Cidade é o maior investimento em espaço público de lazer da capital. Com 500 mil m² e mais de 2.500 árvores plantadas, o espaço possui ciclotrilhas, lago, equipamentos esportivos e prédios como o Centro de Economia Criativa. Desde sua inauguração, o parque já recebeu mais de 500 mil visitantes.
A partir de meados de agosto, a área fica sob responsabilidade do Governo Federal e da ONU para a montagem dos pavilhões da Blue Zone (negociações oficiais) e da Green Zone (sociedade civil).

Hospedagem
A organização espera cerca de 50 mil participantes na COP30. Para receber esse público, o Governo do Pará, em parceria com os governos federal e municipal, e a iniciativa privada, está ampliando a oferta de leitos.
A Vila COP30, complexo modular de hospedagem com 57% das obras concluídas, terá 405 quartos. Após o evento, o local se tornará um centro administrativo. Outras medidas incluem a reforma de escolas para atuarem como hostels temporários, incentivos fiscais para a modernização hoteleira, linhas de crédito e parcerias com plataformas como Booking.com e Airbnb. O Governo Federal também contratou dois navios cruzeiros para funcionar como hotéis flutuantes.
Qualificação Profissional e Meio Ambiente
O programa Capacita COP30 já formou 22 mil trabalhadores em áreas como turismo, serviços e infraestrutura. A iniciativa, lançada em março de 2024, oferece mais de 100 cursos gratuitos em parceria com mais de 25 instituições.
Além das obras, o legado da COP30 se reflete em políticas ambientais e educacionais. O Pará registrou uma redução de 28,4% no desmatamento em 2024, após quedas consecutivas. A Lei de Responsabilidade Ambiental foi sancionada, garantindo o repasse de 50% da taxa hídrica e 10% da taxa minerária para o Fundo Estadual do Meio Ambiente.
A disciplina Educação Ambiental tornou-se obrigatória em todos os níveis de ensino, com recursos garantidos pelo Programa Dinheiro na Escola Paraense.
“O Pará assumiu o protagonismo da pauta ambiental com coragem, inovação e compromisso. Reduzimos o desmatamento, criamos novas políticas públicas e mostramos que é possível gerar desenvolvimento com responsabilidade. A COP30 é a vitrine, mas o verdadeiro legado está no futuro que estamos construindo hoje”, conclui o governador Helder Barbalho.
Forças Armadas na COP30
Para garantir a segurança, o Comando Operacional Conjunto Marajoara, do Ministério da Defesa, integrará Exército, Marinha e Aeronáutica. Cerca de 12 mil militares atuarão na manutenção da ordem pública e na proteção de autoridades, delegações e da população. A atuação envolverá forças especializadas, como defesa antiaérea, defesa química, biológica, radiológica e nuclear, e guerra eletrônica, com o objetivo de fortalecer a integração entre os níveis federal, estadual e municipal.
“Vamos atuar de forma conjunta, onde a união das três forças vai potencializar os efeitos das atividades operacionais de segurança e defesa durante este grande evento diplomático. Mas também existem as especificidades de cada área, terrestre, marítima e aérea, onde nossas tropas estarão empenhadas da melhor forma possível para cumprir com as missões”, afirma o general de exército José Ricardo Vendramin Nunes.


